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Mostrando postagens com o rótulo Cinema

Brasil: o abismo racial nos olhos da literatura

[ATUALIZADO 31/08/2018] Na última quinta (30) a Academia Brasileira de Letras elegeu o escritor Cacá Diegues para ocupar a cadeira número 7. Dentre os concorrentes, a vencedora do Jabuti Conceição Evaristo (a única escritora negra entre os indicados a cadeira) - leia mais . A escolha foi vista por muitos como mais um reflexo de mecanismos que propagam o racismo. Dentre as opiniões, a Mestre em Filosofia Política e colunista da revista Elle Brasil Djamila Ribeiro postou em seu Facebook:

La Casa de Papel e por que a gente gosta de anti-heróis?

La Casa de Papel /Reprodução: Antena 3 Sucesso de crítica e publico , La Casa de Papel se tornou rapidamente um fenômeno da internet, no Brasil - graças a Netflix que já disponibilizou as duas partes, não foi diferente. É possível que na timeline de muitos tenham aparecido vários posts e fotos da série; como ainda não vi a série, não posso afirmar que é incrível ou ruim, mas claramente da pra falar sobre os personagens e sobre a afeição que foi criada nessas ladras e ladrões "boa pinta". Pra falar sobre isso, antes vamos voltar alguns anos no tempo. Mais exatamente em 1999 com uma das séries mais elogiadas e premiadas da história da TV norte-americana; Família Soprano da HBO que talvez seja a responsável por essa nova leva de anti-heróis empáticos na TV e no cinema. O personagem principal da série é Tony Soprano (James Gandolfini) um mafioso no melhor estilo O Poderoso Chefão (na série os personagens fazem referencia ao clássico do cinema) que no meio de problemas ...

O Preto no Topo, representatividade e o Pantera Negra.

Chegou hoje (15) nos cinemas nacionais Pantera Negra , o mais novo filme do universo cinematográfico da Marvel. E logo de antemão já aviso: É um p*ta filme! Ainda é meio cedo pra dizer que é o melhor filme da casa das ideias, mas de longe este é uma das melhores produções dos últimos anos; com uma história muito bem desenvolvida, personagens carismáticos e um herói que é O CARA. Desde o anuncio do filme e quando começou a campanha de marketing, a expectativa era muito grande; já que Ryan Coogler (diretor de Creed ) foi confirmado como diretor do longa. Esse seria o primeiro grande herói a ganhar um longa - até então outros personagens como o Blade ou até Hancook já tinham seus filmes, mas nenhum desses tem a importância do Pantera Negra. E em tela vemos toda essa importância do herói, tanto como um personagem importante para essa grande saga da Marvel (que vai culminar em Vingadores: Guerra Infinita ), tanto como um personagem que pode falar com a sociedade, e que assim como a ...

Star Trek: Discovery; nerdice, cultura pop; vamos falar de racismo [de novo] e #takeaknee

[ATUALIZADO 04/09/2018] A gigante dos esportes Nike lançou ontem (03) uma campanha publicitária com o ex-Quarterback Colin Kaepernick com a frase " Believe in something, even if it means sacrificing everything " - algo como acredite em algo, mesmo que signifique sacrificar tudo . Em 2016 o jogador foi alvo de polêmicas envolvendo seu posicionamento diante pautas como violência policial e racismo. Com isso o ex-Quarterback é a nova "cara" da campanha Just Do It da Nike em 2018; e a empresa assumiu o risco do backlash respondendo: " Essa campanha é uma compilação dos atletas que mais inspiram, que correram atrás de seus sonhos não se importando com os obstáculos ou o resultado final." - leia mais .

Drik Barbosa, empoderamento, promiscuidade, Mulher-Maravilha e o short curto

Mulher-Maravilha/ Reprodução: Warner Bros Depois de assistir ao filme da Mulher-Maravilha e ouvir o verso da Drik Barbosa em Poetas no Topo 3.1 [mais uma vez]; ficou ainda mais pertinente em mim falar sobre as mulheres, sobre feminismo ( na visão leiga de um homem ) e sobre empoderamento. Pois bem, comecemos pelo filme e sua importância: Mulher-Maravilha é o primeiro filme baseado em quadrinhos de super-heróis com uma protagonista mulher - e a representatividade não para por aí. Já que a própria personagem foi criada num contexto para ser a antítese ao padrão de vida que as mulheres viviam a 76 anos atrás. E com maestria a diretora Patty Jenkins transmite essa mensagem de empoderamento durante o filme. Mostrando uma mulher forte, que não tem vergonha de suas roupas e nem precisa do aval de outro homem para usa-las, uma mulher que não está na posição de donzela em perigo - e também uma mulher que não é masculinizada por ser uma guerreira, Diana (Gal Gadot) no filme tem várias ca...